O Museu foi fundado em 26 de agosto de 1989 e é uma instituição pública, vinculada ao Departamento de Proteção ao Patrimônio Cultural da Secretaria Municipal de Cultura de Bauru.

A trajetória do Museu Ferroviário Regional de Bauru começa com a publicação da Lei nº 1445, em 11 de julho de 1969, que institui o Museu Ferroviário de Bauru como uma entidade da Prefeitura Municipal de Bauru.

Em 1986, a partir da Lei nº 2731, o nome da instituição museológica é alterado para Museu Ferroviário Regional de Bauru. Desta maneira, fica instituída sua abrangência e importância regional.

Mostra de 1986, nas dependências do galpão da Companhia Paulista
Mostra de 1986, nas dependências do galpão da Companhia Paulista


Em 26 de agosto de 1989, após a estruturação de um projeto museográfico e arquitetônico, o Museu Ferroviário Regional de Bauru é fundado no antigo prédio administrativo da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, com o intuito de preservar e expor o material ferroviário das empresas ferroviárias Companhia Paulista – CP, Estrada de Ferro Sorocabana – EFS e Estrada de Ferro Noroeste do Brasil – NOB, que atuaram na cidade. As três empresas compartilhavam o prédio da Estação Central Ferroviária, que ficava no maior entroncamento ferroviário do Brasil.

Fachada da Estação Central da NOB durante sua construção
Fachada da Estação Central da NOB durante sua construção


Fachada da Estação Central da NOB
Fachada da Estação Central da NOB


Na década de 90 o museu passa a receber visitas espontâneas e de escolas do município e da região, realizando visita mediada onde, além da atuação das empresas ferroviárias, é transmitida a história da formação do município, como se deu o conflito do europeu com o contingente aborígene “Kayngang” e de que maneira a estrutura férrea se consolidou e mais tarde, se extinguiu.

Para a formação de uma coleção de relevância para a cidade e região uma campanha de doação de objetos é criada e, desta forma, o embrião da coleção museológica do Museu Ferroviário Regional de Bauru é constituído.

Locomotiva que foi a pioneira dos transportes na Noroeste do Brasil – NOB
Locomotiva que foi a pioneira dos transportes na Noroeste do Brasil – NOB


Nos primeiros anos de existência do museu, foram organizadas mostras, exposições, exibições de filmes e encontros de ferreomodelismo na Gare da Estação Central e no galpão da Companhia Paulista. O museu passou também por algumas mudanças estruturais ao longo dos anos para se adaptar as demandas crescentes.

Originalmente, a instituição contava com quatro salas expositivas e um auditório. Na área externa ainda não existia a Praça “Kayngang”. Alguns anos depois, após a reforma do espaço externo, o museu passou a sediar uma grande área de convivência com jardim, bancos para o público e para os alunos de escolas públicas ou privadas.

Praça Kayngang, no interior do Museu
Praça Kayngang, no interior do Museu


Em 2001, o Museu Ferroviário recebe mais uma grande contribuição. A composição, com uma locomotiva a vapor, na qual Getúlio Vargas se instalou em sua vinda ao município de Bauru, na Revolução de 1932. A composição foi restaurada com o intuito de proporcionar ao visitante maior contato com a história do município. Desta maneira, é oferecida ao público uma vivência patrimonial, uma vez que o percurso da visita acontece no local dos fatos, no complexo férreo.

Composição construída nas Oficinas da NOB para a chegada de Getúlio Vargas
Composição construída nas Oficinas da NOB para a chegada de Getúlio Vargas

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